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O PAI CELESTIAL |
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NOSSO PAI CELESTIAL
“E a vida eterna é esta que te conheçam a ti o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste” (Jo. 17:3). É exatamente nesse ponto, segundo nosso Salvador e Redentor Jesus Cristo, que iniciamos a busca pela vida eterna. O conhecimento que obtemos acerca de nosso Deus e de seu filho e nosso irmão Jesus Cristo, está intimamente ligado à vida eterna ou em outras palavras, a capacidade de um dia voltarmos ao nosso lar celestial.
Deus é Espírito, como “Parece” Ensinar no Evangelho de João?
A principal divergência criada pelos críticos da Igreja nesse assunto, é a não-aceitação por parte deles, sobre a nossa crença de como seja Deus, nosso Pai Celestial. Os críticos acreditam que Deus é um ser sem paixões, atributos, sem corpo físico ou forma, apenas um espírito. Ainda confundem e misturam Deus com Jesus Cristo e o Espírito Santo. Para apoiarem suas crenças, interpretam as escrituras buscando acomodá-las aos seus pontos de vista. Uma dessas escrituras é: “Deus é espírito e aqueles que o adoram o adorem em espírito e verdade” (Jo. 4:24).
A partir desta, concluem que Deus não tem corpo e nem forma. Entretanto, esquecem dois detalhes importantes nessa citação de Cristo. Primeiro, Ele não falou que Deus é UM espírito. Segundo, o contexto dessa escritura (versículos anteriores e posteriores) revela muito do porquê dessa afirmação do Salvador. Jesus estava conversando com uma mulher samaritana, próximo a uma montanha, que segundo ela acreditava, era o local de adoração dos samaritanos. Entretanto, para os judeus - e Jesus era um - o local de adoração estava em Jerusalém. Jesus então, aproveitou o momento para ensinar que tempos viriam, que nem em Jerusalém ou naquela montanha adorar-se-ia a Deus, pois os verdadeiros adoradores de Deus o fariam em espírito e em verdade.
Jesus ratificava que a verdadeira comunicação com Deus não estaria presa a um local específico, mas que essa comunicação é feita livremente, em qualquer lugar ou tempo, do espírito do homem para o Espírito de Deus, pois Deus é espírito, assim como nós - a bem da verdade - também somos. Não seria nenhum contra-senso, por exemplo, se eu afirmasse: “o homem é espírito, por isso quando buscares comunicar-se com Deus, deves fazê-lo não apenas fisicamente, mas através de seu espírito para assim alcançares a verdadeira comunicação”. Dessa forma, eu estaria dando ênfase ao espírito do homem, que nesse contexto (o da comunicação com Deus) é sem sombra de dúvidas, mais importante que o corpo, sem entretanto, negar a existência de um corpo físico nesse mesmo homem. E foi exatamente isso que Cristo quis realçar para aquela mulher que procurava discutir, ser a montanha ou Jerusalém, o local da verdadeira adoração a Deus.
Ao examinarmos a segunda parte da escritura que diz: “aqueles que o adoram, o adorem em espírito e verdade” e tivéssemos que usar o mesmo raciocínio literal e premeditado que os críticos usam, teríamos que concluir, que Jesus estaria ordenando-nos a adorar a Deus só no espírito, sem corpo, afinal Jesus fala “que o adorem em espírito...” Entretanto, pessoa alguma, por exemplo, - perdoe-me a inteligência dos leitores, mas sou forçado a tal - vai a uma igreja para adorar a Deus somente com seu espírito deixando em casa o corpo físico... É muito claro, o sentido conotativo do Salvador, na sua afirmação àquela mulher samaritana.
Em outras palavras, Jesus reforçou que para a verdadeira adoração não seria necessário ao homem estar fisicamente na presença literal de Deus, seja na montanha dos Samaritanos ou na Jerusalém dos Judeus, mas que através da comunicação espírito do homem ao Espírito de Deus, esta adoração seria verdadeiramente feita em qualquer lugar. Portanto, Deus não é um espírito, mas tem um espírito e é através Deste que podemos adorá-Lo e comunicá-Lo, como fazemos na oração.
Se Deus fosse um espírito, simplesmente pelo fato de Cristo ter dito: “Deus é espírito”, então pelo mesmo raciocínio, Deus seria também luz, ou melhor, UMA LUZ, pois está escrito: “...e vos anunciamos: que Deus é luz, e nele não há trevas nenhuma” (1 Jo. 1:5; grifo nosso). Agora imaginem - seguindo o raciocínio intencional dos críticos - Deus sendo uma luz, ou em outras palavras, sendo uma criação dele mesmo, pois numa outra ocasião, não foi Ele que disse haja luz!? (Gen. 1:3). Que absurdo!
Uma outra passagem semelhante é a que diz: “pois o nosso Deus é um fogo consumidor” (Heb. 12:29; grifo nosso). Analogamente, ao vermos qualquer fogueira deveríamos parar e adorar a Deus, pois Ele é FOGO e, seguindo o raciocínio dos críticos, ali estaria Deus. Veja, nós estamos apenas seguindo o mesmo raciocínio empregado para “Deus é espírito”.
Entretanto, é muito claro que todas essas escrituras demonstram inequivocamente referir-se a santidade de Deus e não à sua essência ou formação, pois Deus não é UMA LUZ, NEM UM FOGO e NEM... UM ESPÍRITO.
Paulo Ensina o que Significa Adorar em Espírito
Paulo, falando à Igreja em Roma, disse: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito...” (Rom. 8:9). Se seguíssemos o contraditório raciocínio dos críticos, teríamos que acreditar, que Paulo estava falando a espíritos destituídos de corpos na Igreja, afinal, ele disse: “Vós porém não estais na carne...” Perdoe-me, outra vez, a inteligência dos leitores, mas em função da rudeza proposital dos críticos, isto fez-se necessário. Entretanto, sabemos que não era esse o sentido das palavras de Paulo, da mesma forma, que não era o sentido de Cristo ao falar: Deus é espírito... Na verdade, o que Paulo estava exortando era o mesmo princípio ensinado por Cristo à mulher samaritana, ou seja, a importância da comunicação espiritual com Deus.
Em outra ocasião, o apóstolo Paulo, escrevendo aos Colossenses, exprimiu-se assim: “Porque ainda que eu esteja ausente quanto ao corpo, contudo em espírito estou convosco, regozijando-me, e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo” (Col. 2:5; grifo nosso). Paulo não está aqui falando que seu espírito saíra do corpo e fora à Igreja pregar aos membros, mas expressava-se de forma também conotativa. Ou poderia alguém afirmar, que Paulo era um espírito, porque disse “em espírito estou convosco”...?
Geralmente, os críticos usam a escritura de Jo. 4:24 (Deus é espírito...) conjunta com a escritura de Luc. 24:39 (...porque um espírito não tem carne nem ossos como vedes que eu tenho) tentando mostrar que Deus é um espírito e não tem um corpo. Entretanto, esquecem ou propositadamente ignoram, que apenas duas coisas são ensinadas distintamente em Luc. 24:39.
A primeira é que Jesus não era um espírito e, a segunda, que um espírito não tem corpo. Agora afirmar, que Jesus está dizendo, que Deus é um espírito e por isso não tem um corpo, é profundamente fora de questão nas duas escrituras. Em Jo. 4:24, Jesus diz Deus é espírito (observe que Ele não afirma ser Deus um espírito) enquanto em Luc. 24:39 ele define o que é UM espírito. São citações escriturísticas completamente diferentes usadas de forma deturpada para confundir a fé dos Santos dos Últimos Dias.