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A VARA DE JOSÉ - O LIVRO DE MÓRMON |
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A Casa de Judá e a Casa de José
Um estudo das promessas do Senhor a Abraão, lsaque e Jacó (Israel) e seus doze filhos, que consideramos cabeças das doze tribos da casa de lsrael, indica claramente que as maiores promessas foram feitas a Judá e a José. Na mente de muitos existe confusão e mau emprego do nome Israel. Mesmo hoje em dia, muitos pensam que ele se refere aos judeus ou à casa de Judá, esquecendo que Judá foi apenas um dos doze filhos de Israel. Rúben era o filho mais velho, mas, em virtude de transgressão, a primogenitura lhe foi tirada e dada aos filhos de José:
"Quanto aos filhos de Rúben, o primogênito de Israel; - porque ele era o primogênito, mas porque profanara a cama de seu pai, deu-se a sua primogenitura aos filhos de José, filho de Israel; para assim não ser contado na genealogia da primogenitura. Porque Judá foi poderoso entre seus irmãos e dele provém o príncipe; porém a primogenitura foi de José". (1 Crônicas 5:1-2.)
Referindo-se á relativa importância e posição de Judá e José, Paulo disse: “Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio.” (Hebreus 7:14.)
Quando se compreendem essas bênçãos e promessas, torna-se claro que as bênçãos de José, que recebeu a primogenitura, lhe dão preferência sobre todos os filhos de Israel, inclusive Judá. É provavelmente devido ao fato de que Judá e seus descendentes, os judeus se mantiveram unidos, que vieram a ser considerados como os únicos israelitas. Nos dias antigos, Israel foi dividida, Judá abrangendo o grupo menor, sendo o grupo maior chamado “Israel”.
"E Joabe deu ao rei a soma do número do povo contado: e havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que arrancavam espada; e os homens de Judá eram quinhentos mil homens". (II Samuel 24:9.)
"E disse o Senhor: Também a Judá hei de tirar de diante de minha face, como tirei a Israel, e rejeitarei esta cidade de Jerusalém que elegi, como também a casa de que disse: Estará ali o meu nome". (II Reis 23:27.)
Sob a orientação de Efraim, Israel foi conduzida ao norte quando o reino de Israel foi vencido pelos assírios, cerca de 721 a.C. e jamais voltou. Foram dispersados entre as nações:
"...mas não destruirei de todo a casa de Jacó, diz o Senhor. Porque eis que darei ordem, e sacudirei a casa de Israel entre todas as nações, assim como se sacode grão no crivo, sem que caia na terra um só grão". (Amós 9:8-9.)
Então Amós prometeu que, após a dispersão seriam reunidos novamente. (Veja Amós 9:14-15.) Consideraremos mais adiante a coligação de Israel nos últimos dias, como prometida pelos profetas.
Moisés Abençoa José
Consideraremos agora em pormenores as promessas feitas a José e sua semente. Veremos que as suas promessas não só foram maiores que as feitas a Judá, mas também que José e Judá seriam separados em duas grandes divisões, como já mencionamos, José, após a dispersão de Israel, deveria receber uma nova terra, separada e distinta da terra prometida, ocupada principalmente por Judá.
Moisés “abençoou os filhos de Israel, antes da sua morte”. (Veja Deuteronômio Capitulo 33). Lendo o relato das bênçãos, sugerimos uma leitura cuidadosa, notando particularmente a importância e significado da bênção de José comparada com a de seus irmãos. Consideremos de forma especifica a bênção de José.
E de José disse: "Bendita do Senhor seja a sua terra, com o mais excelente dos céus, com o orvalho, e com o abismo que jaz abaixo. E com as mais excelentes novidades do sol, e com as mais excelentes produções da lua. E com o mais excelente dos montes antigos, e com o mais excelente dos outeiros eternos, e com o mais excelente da terra, e com a sua plenitude, e com a benevolência daquele que habitava na sarça, a bênção venha sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça do que foi separado de seus irmãos. Ele tem a glória do primogênito do seu boi, e as suas pontas são pontas de unicórnio: com elas ferirá os povos juntamente até as extremidades da terra; estes pois são os dez milhares de Efraim, e estes são os milhares de Manassés". (Deuteronômio 33:13-17.) (Grifo nosso.)
Note-se que, ao pronunciar esta benção, Moisés, o patriarca, tinha em mente, em primeiro lugar, a nova terra que seria dada a José e que seria abundantemente abençoada pelo Senhor para produzir frutos preciosos e as coisas preciosas dos outeiros eternos e dos montes antigos.
Quando os descendentes de José foram conduzidos à América, cerca de 600 A.C., foi-lhes dito que esta seria uma terra escolhida entre todas as outras. A leitura da bênção de Moisés a José indica que Moisés estava ciente deste fato e tentou assim descrevê-lo. Indicou ainda que seria nos montes antigos” e nos “outeiros eternos”. A terra a que foram conduzidos encontrava-se na parte ocidental da América do Sul, Central e do Norte, nas Montanhas Rochosas, o que corresponde exatamente à descrição de Moisés.
Moisés indicou que a benevolência daquele que habitava na sarça (referindo-se ao Deus de Israel que habitava na sarça ardente - veja Êxodo 3:2) estaria sobre José que foi separado de seus irmãos. Refere-se então à sua glória como a do “primogênito do seu touro” ou o primogênito ou herdeiro de seu pai, e já mencionamos como José se tornou o herdeiro da primogenitura. Moisés considerou ainda o poder e autoridade que seriam dados à semente de José e acrescentou: “...ferirá os povos juntamente até as extremidades da terra; estes pois são os dez milhares de Efraim, e estes são os milhares de Manassés.” (Deuteronômio 33:17.) Isto parece referir-se ao estabelecimento do reino de Deus na terra nos últimos dias, como já descrevemos anteriormente e à reunião de Israel, que consideraremos mais adiante.
Jacó (Israel) Abençoou José
Pouco antes de sua morte, o grande patriarca Jacó reuniu os filhos e os abençoou: "Depois chamou Jacó a seus filhos, e disse: Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que vos há de acontecer nos derradeiros dias; Ajuntai-vos, e ouvi, filhos de iacó; e ouvi a Israel vosso pai". (Gênesis 49:1-2.) Deve-se estudar todo o capítulo, notando a grande diferença nas respectivas bênçãos.
Consideremos agora, cuidadosamente, a bênção especial que José recebeu de seu pai:"José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro. Os frecheiros lhe deram amargura, e o frecharam e aborreceram. O seu arco, porém, susteve-se no forte e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (donde é o pastor e a pedra de Israel), Pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso o qual te abençoará com bênçãos dos céus de cima, com bençãos do abismo que está debaixo, com bênçãos dos peitos e da madre. As bençãos de teu pai excederão as bençãos de meus pais, até a extremidade dos outeiros eternos; elas estarão sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça do que foi separado de seus irmãos". (Gênesis 49:22-26.)
Esta bênção é semelhante à que foi dada por Moisés e começa referindo-se à terra para a qual a semente de José haveria de ir: “um ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro”. Parece consistente deduzir que o oceano era considerado como o muro sobre o qual os ramos de José deveriam se estender “até o cimo dos montes eternos”. Jacó então disse que José seria abençoado "com bênçãos dos altos céus.., com bênçãos dos peitos e da madre”, indicando que sua posteridade seria grande, e que suas bênçãos excederiam as bênçãos de seus pais.
O Significado do Sonho de José
Acrescentemos a essas duas bênçãos o sonho de José, em que ele viu os molhos de seus irmãos inclinarem-se ao seu molho. Sonhou então que o sol e a lua e as onze estrelas lhe prestavam obediência. (Veja Gênesjs 37:5-lo; 44:14.) Perguntemos então o seguinte:
1. A Bíblia registra promessas a qualquer outro homem, iguais a essas, exceto a feita a Judá, de que Cristo viria ao mundo através de sua semente?
2. A Bíblia registra o cumprimento dessas promessas? Onde?
3. Concorda-se em geral que a Bíblia seja um registro dos judeus; mas onde está o registro de José e sua semente?
4. Seria razoável presumir que Deus desse maiores promessas a José e sua semente do que a qualquer outro grupo dos onze filhos de Jacó (Israel) e sua semente, e então não fizesse que fosse preservado um registro do cumprimento dessas promessas?
A Vara de José (O Livro de Mórmon)
O Senhor não negligenciou este assunto muito importante, mas fez com que fosse feito um registro de seus convênios com José e sua semente, começando com os dois filhos, Efraim e Manassés: "E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Tu, pois, á filho do homem, toma um pedaço de madeira, e escreve nele: Por Judá e pelos filhos de Israel, seus companheiros. E toma outro pedaço de madeira, e escreve nele: Por José, vara de Efraim, e por toda a casa de Israel, seus companheiros. E ajunta um ao outro, para que se unam, e se tornem um só na tua mão. E quando te falarem os filhos do teu povo, dizendo: Não nos declararás o que significam estas cousas? Tu lhes dirás: Assim diz o Senhor Jeová: Eis que eu tomarei a vara de José, que esteve na mão de Efraim, e as das tribos de Israel, suas companheiras, as ajuntarei à vara de Judá e farei delas uma só vara, e elas se farão uma só na minha mão. E os pedaços de madeira, sobre que houveres escrito, estarão na tua mão, perante os olhos deles". (Ezequiel 37:15-20.)
Nos tempos antigos era costume escrever em pergaminho e enrolá-lo numa vara. Portanto, quando esta ordem foi dada, foi o mesmo que dizer que dois livros ou registros deveriam ser feitos. Uma leitura cuidadosa indicará que seria em gerações futuras (ver. 18) que, ao perguntarem os seus filhos o significado deste mandamento, o Senhor “tomaria a vara de José que está na mão de Efraim e as das tribos de Israel, suas companheiras, e as ajuntarei à vara de Judá, e farei delas uma só vara, e se tornarão uma na minha mão”.
Note que o Senhor disse que faria isto e que as tornaria uma em sua mão. Agora concordando que a Bíblia seja a vara de Judá, onde está a vara de José? Pode alguém responder? Deus mandou que ela fosse guardada para registrar o cumprimento de suas maiores promessas a José. Seria, naturalmente, um registro feito, em outra terra, pois José deveria ser “separado de seus irmãos”. Pela leitura desta escritura torna-se claro que o registro de Judá, ou a Sagrada Bíblia, permaneceria com este povo e que o registro de José seria acrescentado a ela, e os dois se tornariam um.
Alguém poderá opor-se a que Deus proceda exatamente como prometeu a Ezequiel? Poderia essa promessa ser cumprida de modo mais simples e perfeito do que com o aparecimento do Livro de Mórmon? Deus conduziu um ramo da casa de José á América e ordenou que fizessem registros de todas as suas atividades. Ordenou então ao Profeta Morôni que escondesse o sagrado registro no Monte Cumorah na parte ocidental do Estado de Nova York, nos Estados Unidos da América. Séculos mais tarde enviou Morôni de volta para entregar o registro a Joseph Smith a quem deu poder para traduzi-lo com, o auxílio do Urim e Tumim. Os dois livros foram reunidos, constituindo o completo cumprimento de outra grande profecia. Quem se oporá a que Deus faça o que prometeu fazer? Até que alguém possa explicar onde se.encontra o registro de José, o Livro de Mórmon permanecerá irrefutável na afirmação de ser “a vara de José”.
Uma Voz do Pó
Isaias viu o aparecimento deste registro como a voz de um espírito familiar, murmurando do pó: "Ai de Anel, da cidade de Anel, em que Davi assentou o seu arraial! acrescentai ano a ano, e sucedam-se as festas. Contudo porei a Anel em aperto, e haverá pranto e tristeza: e ela será para mim como Anel. Porque te cercarei com o meu arraial, e te sitiarei com baluartes, e levantarei tranqueiras contra ti. Então serás abatida, falarás de debaixo da terra, e a tua faia desde o pó sairá fraca, e será a tua voz debaixo da terra, como a dum feiticeiro, e a tua fala assobiará desde o pó". (Isaías 29:1-4.)
Isaías viu a queda de Anel, ou Jerusalém, numa época ainda futura, “acrescentai ano a ano”. Ele então parece ter sido levado em visão a testemunhar uma destruição semelhante das cidades de José, “e ela será para mim como Anel.” Ele então descreve como seriam cercados e como baluartes seriam levantados contra eles. Seriam abatidos e falariam do chão. Sua fala “desde o pó sairá fraca”; sua voz seria como a de alguém que tem um espírito familiar, debaixo da terra, e a tua fala assobiará desde o pó. Ë óbvio que a única maneira pela qual um povo morto poderia falar “debaixo da terra” ou a sua voz sair “fraca desde o pó”, seria pela palavra escrita, o que foi feito por este povo através do Livro de Mórmon. Este livro tem realmente um espírito familiar, pois contém as palavras dos profetas do Deus de Israel.
O Profeta Néfi descreve este acontecimento nas seguintes palavras: "Depois que minha semente e a semente de meus irmãos tiverem caído em incredulidade, e forem feridos pelos gentios; sim, depois que o Senhor Deus houver acampado ao redor contra eles e estiver sitiado com um monte, e haja levantado fortalezas contra eles, e depois de haverem sido abatidos até o pó, mesmo até deixarem de existir, ainda assim as palavras dos justos senão escritas e as orações dos fiéis ouvidas, e todos os que degeneraram em incredulidade não serão esquecidos.
Porque os que serão destruídos lhes falarão da terra e suas palavras serão como um murmúrio do pó, e sua voz será como a de alguém que tem um espírito familiar; porque o Senhor Deus lhe dará o poder de sussurrar a respeito deles, como se saísse do solo; e sua voz será um sussurro que sai do pó.
Porque assim diz o Senhor Deus: Escreverão as coisas que se hão de passar entre eles, e serão escritas e seladas num livro; e os que caíram em incredulidade não as terão, pois que procuram destruir as coisas de Deus". (2 Néfi 26:15-17 — Compare com Isaías 29:1-4.)
Isaias não somente viu a destruição deste povo, que seria abatido, que falaria debaixo da terra, que sua fala seria como a de alguém que tem um espírito familiar, assobiando desde o pó, mas também viu que toda esta visão era representada por um livro selado:
"Pelo que toda a visão vos é como as palavras dum livro selado que se dá ao que sabe ler, dizendo: Ora, lê isto; e ele dirá: Não posso, porque está selado". (Isaias 29:11.)
Após ter-se encerrado esta visão, a voz do Senhor retornou a Isaias, dando-lhe a conhecer a obra maravilhosa e o assombro que seria realizada:
"Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído;
Eis que continuarei a fazer uma obra maravilhosa no meio deste povo; uma obra maravilhosa e um assombro, porque a sabedoria dos seus sábios perecerá, e o entendimento dos seus prudentes se esconderá". (Isaias 29:13-14.)
O aparecimento do Livro de Mórmon é “uma obra maravilhosa e um assombro”. Os homens sábios e prudentes do mundo não podem dar a ele nenhuma outra explicação além da relatada por Joseph Smith, que não o obteve nem poderia tê-lo adquirido apenas pela leitura da Bíblia. Ele o recebeu do anjo Morôni por revelação do Senhor.