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Fonte: "Tula
Foundation Digest",
Joseph Allen,
01/2004
Tradução: Elson
C.Ferreira,
Curitiba/Brasil
Em um pasto a dez
quilômetros da fronteira da Guatemala, no lado mexicano, junto
ao Oceano Pacífico e próximo a da cidade de Tapachula, México,
há restos de uma pedra com gravações de seis toneladas. A pedra
chamada de Izapa Stela 5, cuja figura central é a árvore
indígena Ceiba, está ao lado de outros monumentos cheios de
gravações. Ao todo, mais de oitenta monumentos gravados com
algum tipo de escrita foram encontrados no antigo sítio
arqueológico de Izapa. Stela 5 chama a atenção do arqueólogo SUD
M. Wells Jakeman, o qual no final dos anos 1940 informou uma
possível conexão entre as gravações na pedra e os símbolos
mencionados na Visão de Lei. Suas análises posteriores desses
registros na pedra e os trabalhos de outros arqueólogos, sendo o
mais proeminente deles o Sr. V. Garth Norman, têm levantado
considerável interesse entre os santos dos últimos dias desde a
sua descoberta. O Dr. Jakeman propõe que estas gravações datadas
do ano 200 antes de Cristo, podem ser uma representação do sonho
de Lei conforme está escrito em 1 Néfi 8. Outros sugerem que ela
pode até mesmo ter sido atribuída ao Rei Mosias, e que pode ter
sido um memorial aos seus primeiros pais, Lei e Saria. Ela pode
referir-se à localização da área que vários estudiosos sugerem
ter sido local onde Leí desembarcou, ou a terra de sua primeira
herança (Alma 22:28). Norman descreve-o como um texto que esboça
a criação ou a viagem do homem através da vida mortal, em
essência, uma árvore da experiência da vida humana".
A interpretação
acima, entretanto, não tem ficado sem receber críticas. Hugh
Nibley e John Sorenson, ambos prolíficos pesquisadores do Livro
de Mórmon, repreenderam a Jakeman por seu entusiasmo. Mais
recentemente, John Clark, diretor de campo da "New World
Archaeological Foundation" (Fundação Arqueológica Novo Mundo),
apresentou-a como o que ele considerou a mais acurada síntese da
escultura de pedra. Ele então desafiou essa relação com o Livro
de Mórmon, considerando-o mais relacionado ao Popul Vuh, um
antigo documento de Quiche Maia na Guatemala.
Em contra partida,
os arqueólogos SUD Bruce Warren e Richard Hauck rejeitaram o
comentário de Clark e declararam que também há uma possibilidade
de que as muitas semelhanças da gravura da pedra com o sonho de
Lei sejam coincidência. De acordo com o Dr. Alan Christensen, o
qual apresentou uma tradução atualizada do Popul Vuh, o estilo
de escrita do Livro de Mórmon e do Popul Vuh apresentam o mesmo
primoroso estilo de escrita hebreu chamado Quiasmo. Isto, por
outro lado, pode sugerir uma relação destes dois documentos com
Izapa Stela 5.
O trabalho inicial
realizado por Wells Jakeman e seus associados,resultaram no fato
de o monumento da Árvore da Vida se tornar parte da literatura
educacional da Igreja. O trabalho subseqüente de V. Garth Norman
tornou possível analisar mais detalhadamente a Stela 5, em
conexão com outros monumentos na região de Izapa. O trabalho
realizado pela "New World Archaeological Foundation" (Fundação
Arqueológica Novo Mundo) com respeito à região de Izapa
possibilitou estudar melhor todo esse ambiente.
O registro do
Livro de Mórmon a respeito da visão de Leí e da Árvore da Vida,
se refere à expiação de Cristo.
Enquanto não
podemos aprovar o reprovar um firme relacionamento entre Stela
5 e o sonho de Lei, já sabemos que há várias coisas intrigantes
e talvez, mesmo definitivas. Por causa da possível relação entre
a história do Livro de Mórmon a respeito da Árvore da Vida e o
monumento denominado Stela 5 em Izapa, eu apresentarei as
comparações sugeridas, com as gravações do monumento,
apresentadas no mês de janeiro no "Tula Book of Mormon
Archaeological Digest" (Tula - Sumário Arqueológico do Livro de
Mórmon).
Joseph L. Allen,
Editor |
A
TERRA DA PRIMEIRA HERANÇA DE LEÍ



O estilo de escrita da
pedra conforme descoberto por Todd B. Allen, apresenta padrões "quiásticos"
hebreus conforme abaixo:
A. Figura de Saria
(apoiando seu marido profeta)
B. Figura de
Leí (um profeta)
C.
Figura de Lama (atrás da árvore)
D. A Árvore da Vida (Cristo)
C.
Figura de Lemuel (arás da árvore)
B. Figura de Néfi
(um profeta)
A. Figura de Sam (apoiando
seu irmão profeta)
Síntese
de Cliff Dunston, artista da "Tula Foundation"
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A história
gravada na Stela 5 em izapa não é mais do que uma história e
símbolos sem significado, a menos que possamos chegar ao
ponto no qual possamos entender as poderosas realidades por
trás dos símbolos. |
As evidências
circunstanciais por trás dos símbolos na Stela 5 é que Jesus
é o Cristo e que, em nossa jornada através da vida, podemos
herdar a vida eterna pela aceitação dos ensinamentos e
ordenanças do evangelho de Jesus Cristo. Esta é a mensagem
da Árvore da Vida conforme registrada nos primeiros
capítulos do livro de 1 Néfi.
O trabalho
inicial realizado por Wells Jakeman e seus associados
resultaram no fato de o monumento da Árvore da Vida se
tornar parte da literatura educacional da Igreja. Os
trabalhos subseqüentes de V. Garth Norman tornou possível
analisar mais detalhadamente a Stella 5 em conexão com
outros monumentos na região de Izapa. O trabalho realizado
pela "the New World Archaeological Foundation" (Fundação
Arqueológica Novo Mundo) com relação aos locais em Izapa
possibilitou estudar todo o seu ambiente.
O registro do
Livro de Mórmon a respeito da visão de Leí e a Árvore da
Vida refere-se à expiação de Cristo Por causa da possível
relação entre a história do Livro de Mórmon a respeito da
Árvore da Vida e o monumento denominado Stela 5 em Izapa, eu
apresentarei as comparações sugeridas, com as gravações do
monumento. |
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A ÁRVORE DA
VIDA
Dominando a
Stela 5 está uma árvore carregada de frutos, situada no
centro do desenho esculpido, com suas raízes na base ou no
painel do "solo" e seus ramos superiores estendidos em
direção ao painel do céu. (Norman 1976:166)
A árvore na
Stela 5 tem a aparência da grande ceiba, árvore comum na
área onde a pedra está localizada. A árvore que dá frutos,
além de tudo é branca, e é também o tema central da visão.
A Árvore da Vida, declaradamente representa Jesus Cristo, o
Salvador do mundo. Ele é a Árvore da Vida. Participando do
fruto dessa árvore, nós podemos ter a vida eterna, que se
tornou possível através da expiação de Cristo. |
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ANJOS
Anjos, ou querubins desempenham um grande papel tanto na
visão de Lei quanto na escultura da Árvore da Vida. Eles
guardam a árvore em Izapa. No Livro de Mórmon, um anjo leva
Leí até a Árvore da Vida; e um anjo dá sua interpretação a
Néfi. |
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LEI
A história elementar tanto de Stela 5 quanto da visão de
Lei, relata as experiências de Lei. No monumento, Leí é
representado pela figura de um homem velho. Nesta
representação, Leí é o legendário ancestral lembrado na
história mesoamericana. Ele está inclinado para frente com
uma das mãos indicando uma posição de quem está gesticulando
ou ensinando. Ele está assentado numa almofada semelhante
aos altares que descansam em frente dos muitos monumentos de
pedra na área onde Stella 5 está localizada.
Jakeman supõe que o maxilar localizado imediatamente atrás
da cabeça de Lei é o símbolo representando seu nome. O Vale
de Leí onde Sansão matou mil filisteus pode ser o símbolo
para Leí do Livro de Mórmon e o legendário ancestral,
encontrado na pedra. |
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NÉFI
Jakeman propõe que esta figura iluminada representa o
Profeta Néfi, o filho de Lei. A figura de Néfi é do mesmo
tamanho que a figura de Lei e está gesticulando de um modo
de quem possui autoridade, muito parecido com a figura de
Lei. A figura de Néfi tem um instrumento na mão esquerda,
que pode ser um tipo de cinzel, e tem a aparência de que
está escrevendo nos registros. Seu adorno de cabeça consite
de grãos, e representam um jovem deus egípcio dos cereais,
chamado Nepri ou Nepi. (Jakeman 1958:45).
O para-sol
orlado ou sombrinha que é segurado sobre a figura de Néfi é
um símbolo Maia e também do Velho Mundo que representa a
realeza. O adorno de cabeça parece identificar a figura de
Néfi como um sumo sacerdote de Deus. O ponto de interrogação
invertido perto da sua boca sugere que ele está falando. O
contato do sinal com o anjo "B" sugere que a figura fala em
nome de Deus.
O pequeno
crânio que repousa sobre a testa da figura de Néfi tem o que
parece ser um dos frutos da árvore em sua boca. Isto pode
sugerir que a figura de Néfi estár desejosa de compartilhar
do fruto da árvore ou representa seu desejo de seguir os
mandamentos de Deus. Como resultado, depois da morte,
conforme representada pelo crânio, a figura de Néfi pode
reivindicar a vida eterna através da expiação de Cristo. |
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SAM
Sam, o irmão mais velho de Néfi, expressou o desejo de
guardar os mandamentos de Deus. Quando Leí abençoou a Sam,
ele foi abençoado juntamente com Néfi.
E depois de
lhes falar, dirigiu-se a Sam, dizendo: Bendito és tu e tua
posteridade, pois herdarás a terra como teu irmão Néfi. E
tua semente será contada com a semente dele; e tu serás como
teu irmão e teus descendentes como os descendentes dele; e
serás abençoado durante todos os teus dias. (2 Néfi 4:11)
Esta parte
possivelmente representa Sam. Sua posição elevada e
assentada qualificam-no, com justiça, como um atendente de
Néfi. O para-sol descansa tanto sobre a figura de Néfi
quanto sobre a figura de Sam. Este posicionamento sugere
mais um papel encorajador que um papel de servo da figura de
Sam.
As
características faciais da figura de Sam na Stela 5 está
erodida, o que torna alguns detalhes indecifráveis,
entretanto, o contato do nariz da figura de Sam com o que
Norman identifica com o corpo de uma serpente identifica Sam
com Quetzalcoatl (a serpente emplumada), ou Cristo. Como
resultado disso, o texto de Stela 5 pode ilustrar que Sam
está desejoso de partilhar do fruto da Árvore da Vida. Sam
expressou este desejo seguindo Néfi para o deserto quando
eles se separaram de seus irmãos Lamã e Lemuel:
Portanto
aconteceu que eu, Néfi, levei comigo minha família, assim
como Zozam e sua família; e Sam, meu irmão mais velho, e sua
família;"(2 Néfi 5:6).
Simbolismo
adicional é associado com a figura de Sam com relação à
ressurreição e a vida eterna. Norman descobriu que as
gravações em Stela 5 não somente narram a história da
família de Leí como também demonstra a responsabilidade da
humanidade em alcançar vida eterna através da expiação de
Cristo.
As costas da
figura de Sam está perto do que parece ser um fonte de água.
Enquanto as chuvas descem aos juncos da região de Izapa, o
processo de evaporação começa imediatamente em direção ao
céu. Isto pode simbolicamente se relacionar ao nascimento do
homem e a subseqüente ascensão de seu espírito depois da
morte ao mundo espiritual para o Deus que lhe deu vida.
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SARIA
Esta figura parece ser a de uma mulher associada à figura de
Lei. As características femininas são indicadas pelo que
parece ser um chapéu com flores acima dos ombros e a posição
ajoelhada, as quais são típicas das mulheres nativas da
Guatemala até hoje em dia. Sua cabeça coberta sugere que a
figura pode representar Saria, a esposa de Leí e a mãe de
Lama, Lemuel, Sam e Néfi (além de Jacó e José). A figura de
Saria tem os ombros arqueados semelhantes aos da figura de
Lei; isto sugere que ela é uma pessoa idosa que está
associada com a figura de Lei como sua atendente ou esposa.
Os chapéus ornamentados são raros na Mesoamérica. A presença
de plumas sugere realeza associada com divindade, como aos
sacerdotes. O olho da figura de Saria olhando para o anjo ou
para a árvore pode manifestar o seu desejo de partilhar do
fruto da árvore. As plumas entre os chifres simbolizam a
morte e como tal, sugerem o conceito da vida saltando da
morte, ou seja, a ressurreição. Em hebreu o nome Sara ou
Saria significa princesa. O ornamento da cabeça da figura de
Saria justifica essa exigência.
O dualismo da
figura de Néfi em relação à figura de Saria também precisa
ser mencionado. Considerando que a figura de Néfi tem um
simbolismo associado com ela, a última a ser representado
pelas costas curvadas e a idade avançada, a posição elevada
da figura está numa posição superior.
Os símbolos da
ressurreição, como mencionados, são também representados na
figura de Saria, conseqüentemente, o texto de Stela 5 pode
representar a jornada do homem através da vida.
Finalmente, o anel em forma de rabo de peixe na mão direita
da figura de Saria aparentemente é sacrificado com o
instrumento que está na mão direita. Dois peixes também são
apresentados bem no topo da escultura, bem como abaixo da
figura de Lemuel perto do anjo "A". Os dois peixes acima da
figura de Lemuel têm o que parecem ser pedaços da fruta em
suas bocas. O fruto pode sugerir o desejo de Lei de que sua
famíla partilhe do fruto. O fruto pode também representar a
morte. A ressurreição é representada pelos dois peixes, no
alto do painél, que estariam retornando à terra.
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LAMÃ
Assentado em frente da figura de Néfi etão duas outras
figuras. A figura que está atrás do tronco da árvore, nós
chamaremos de Lamã por causa da sua discussão com Néfi. De
todas as figuras do lado direito da árvore, a figura de Lama
é á única figura que está de costas para a árvore.
A pequena
figura entre a figura de Néfi e a de Lamã pode ser a figura
de uma criança ou uma representação de um tipo de conexão
ancestral. A roupa da morte sugere a última opção. Se for
uma figura ancestral, ela pode estar relacionada com a
primogenitura. Lamã era o filho mais velho de Lei e era,
portanto, elegível para os deveres de liderança que resultam
do nascimento. Lamã perdeu sua primogenitura, conforme é
indicado no incidente em que o anjo aparece e diz a Lamã e a
Lemuel que o Senhor havia escolhido a Néfi para ser o
governante entre eles:
Não sabeis que
o Senhor o escolheu (Néfi) para ser vosso governante, devido
a vossa iniquidade? (1 Néfi 3:29)
O dualismo do
texto de Stela 5 text mostra novamente, como os símbolos do
nascimento, da morte e da ressurreição são aqui
representados. |
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LEMUEL
Esta figura está assentada na mesma posição em relação à
árvore, que a figura de Lama, com suas costas voltadas para
a árvore. Esta posição pode sugerir a recusa de Lamã e
Lemuel em partilhar do fruto:
E aconteceu
que eu os vi, mas eles não quiseram ir ter comigo e comer do
fruto. (1 Néfi 8:18)
Tanto a figura
de Néfi como a figura de Leí são mostradas partilhando do
fruto.
A atitude de
quem tem autoridade na qual a figura de Leí está oferecendo
um sacrifício e na qual parece instruir a figura de Lemuel
traz à mente a seguinte declaração de Leí:
E enquanto eu
comia do fruto, ele encheu-me a alma de imensa alegria;
portanto comecei a desejar que dele também comesse minha
família; porque sabia que era mais desejável que qualquer
outro fruto. (1 Néfi 8:12)
O boné
pontiagudo usado tanto pela figura de Lama quando a figura
de Lemuel é remanescente de um costume em Yucatan, onde ele
faz parte das roupas ornamentais dos sacerdotes. (Tozzer
1941:153)
A fumaça se
elevando do incenso flui de tal maneira que cega os olhos da
figura de Lemuel. Ele está cegado com respeito ao evangelho.
O dualismo em um conceito do texto de Isaias é demonstrado
em sua associação com a figura de Lemuel. O tamanho diminuto
das figuras de Lamã e Lemuel e suas posições em relação à
base da árvore podem sugerir os estágios iniciais da jornada
do homem através da vida. |
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A BARRA DE FERRO
A base do painel é realmente intrigante. As linhas cortadas
podem representar a barra de ferro ou o caminho que leva à
Árvore da Vida. |

AS ÁGUAS SUJAS
Jakeman sugere
que a água representa a fonte de águas sujas do sonho de
Lei:
E o anjo
falou-me, dizendo: Eis a fonte de água suja que teu pai viu;
sim, o rio do qual ele falou, e suas profundezas são as
profundezas do inferno. (1 Néfi 12:16)
A água em
Stela 5 tem aparência de ondas bem como de um rio de
correntezas. Os padrões de chuva no lado direito do painel
atrás das costas da figura de Sam sugerem a aparência de
perigosas inundações entrando pela cena.
As ruínas de
Izapa estão localizadas a aproximadamente 25 quilômetros do
Oceano Pacífico. As chuvas na área de Izapa são muito
abundantes entre os meses de Maio a Outubro. Uma pessoa pode
facilmente ser morto nas profundezas do oceano ou pelas
repentinas, pesadas e sujas águas das chuvas. A
representação simbólica de estar sendo levado para as
profundezas do inferno é bastante apropriada. |
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AS DOZE TRIBOS
Doze raízes
que se estendem para o chão são evidentes na árvore. Cristo
é a Árvore da Vida. As raízes podem ser a representação dos
12 apóstolos de Cristo ou das 12 tribos de Israel.
Já que a interpretação do sonho de Leí está centralizado na
vinda de Cristo e sua subseqüente expiação, as 12 raízes
podem representar os 12 apóstolos. Por outro lado, a
história de Leí é a história da dispersão da casa de Israel,
sendo assim, as 12 raízes também podem indicar as 12 tribos
de Israel. A maneira pela qual as raízes estão separadas uma
das outras sugere a separação das tribos. Três raízes
proeminentes na parte esquerda da árvore sugerem a parte das
três tribos que viajaram para a Mesoamérica, que são: Lei,
da tribo de Manasses; Ismael da tribo de Efraim, e Muleque,
da tribo de Judá.
Alinhado com o tema do dualismo de Stela 5, as 12 raízes
podem representar tanto os 12 apóstolos quanto as 12 tribos
de Israel. As 12 tribos podem representar a parte histórica
do texto e os 12 apóstolos podem representar sua parte
espiritual. Quando Néfi recebeu a interpretação do sonho de
seu pai, os 12 apóstolos de Cristo, as 12 tribos de Israel e
os 12 discípulos nefitas já faziam parte dele:
E o anjo falou-me, dizendo: Eis os doze discípulos do
Cordeiro, que foram escolhidos para ministrar entre tua
semente. E disse-me: Recordas-te dos doze apóstolos do
Cordeiro? Eis que eles são os que julgarão as doze tribos de
Israel; portanto os doze ministros de tua semente serão
julgados por eles, pois sois da casa de Israel. E estes doze
ministros que tu vês julgarão a tua semente...(1 Néfi
12:8-10)
O número 8, que é representado pelo oito ramos altos da
árvore, é muito comum na literatura mesoamericana. Ela quase
sempre tem a ver com a migração dos 8 líderes tribais dos 12
ou 13 ramos remanescentes. (ver Norman 1976:210-211.)
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PESSOA CEGA
No lado
esquerdo da árvore, com suas mãos tocando o tronco da árvore
e suas costas quase tocando as costas da figura de Lemuel,
existe uma figura com um capuz sobre sua cabeça.O capuz
indica que essa pessoa perdeu o caminho. Norman escreveu:
A pessoa encapuzada… eu a relacionei à busca da árvore que
dá a vida, (mas não é vista). (Norman 1976:214)
O sonho de Leí
fala dos olhos das pessoas estarem cegados pelas tentações
do diabo:
E as névoas de
escuridão são as tentações do diabo que cegam os olhos e
endurecem o coração dos filhos dos homens, conduzindo-os a
caminhos espaçosos para que pereçam e se percam. (1 Néfi
12:17)
A figura cega
em Stela 5 parece representar aquele grupo de pessoas que,
como a semente que é lançada em lugares pedregosos, não cria
raiz no plano do evangelho. As tentações de Satanás são tão
fortes para eles, que seus olhos são cegados com respeito
aos princípios do evangelho. A pessoa cega tocou a árvore,
mas não partilhou do fruto da Árvore da Vida. |
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A PESSOA
ENVERGONHADA
Quase a meio
caminho da árvore com as costas voltadas para ela e olhando
para o anjo no lado esquerdo da árvore, está uma pessoa
usando uma touca com alça no queixo. Esta pessoa segura um
dos frutos da árvore.
Esta figura
pode representar aquelas pessoas que Leí viu em seu sonho,
as quais partilharam do fruto e então se desviaram porque
ficaram envergonhados. Este grupo é representado na parábola
do Salvador pelas sementes que caíram em solo arenoso, cujas
raízes não são profundas o suficiente para produzir fruto:
E depois de
haverem comido do fruto da árvore, olharam em redor como se
estivessem envergonhados. E os que haviam experimentado do
fruto ficaram envergonhados, por causa dos que zombavam
deles, e desviaram-se por caminhos proibidos e perderam-se.
(1Néfi 8:25,28) |
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SÍMBOLOS DA
VIDA ETERNA
Talvez o
debate real a respeito de Stela 5 não seja se ela pode ser
determinada intelectualmente como uma escultura autêntica
associada à visão de Lei, mas se ela pode ser determinada
espiritualmente como tendo verdades do evangelho
representadas em suas simbólicas gravações.
Sob uma
perspectiva pessoal, eu alcancei uma profunda apreciação e
entendimento o sonho de Leí ao me tornar familiarizado com a
análise do que parece ser um registro desse sonho gravada em
pedra no ano 300 a.C.
Símbolos de
Cristo e da vida eterna parecem estar adequada e claramente
explícitos nos símbolos da pedra. A serpente, o peixe, os
colibris, são todos associados com cristo e eternos símbolos
do nascimento do homem, sua morte e ressurreição. O símbolo
da letra “U” gravado no topo do painel pode até mesmo
representar o reino Celestial.
Dois peixes
são mostrados na pedra, com frutos em suas bocas,
significando que se o homem partilhar do fruto da Árvore da
Vida, ele ascenderá ao céu. Dois peixes também são
representados no alto do painel com suas faces voltadas para
a terra, o que pode simbolizar a ressurreição do homem.
Dois
beija-flores estão com seus bicos presos às narinas de duas
serpentes emplumadas. Se a serpente é a representação de
Cristo, então os dois beija-flores representam ganhar a vida
eterna através das narinas da serpente. Isto é estranho, mas
muito interessante, que beija-flores com seus bicos presos
durante os meses de inverno caem num estado de hibernação e
parecem como se estivessem mortos. Quando a primavera chega,
a vida é restaurada aos beija-flores, e eles renascem, ou
ressuscitam. |
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SUMÁRIO:
Nesse tratado, eu toquei ligeiramente sobre o simbolismo
associado aos princípios do evangelho associados com a Pedra da
Árvore da Vida chamada Stela 5, que está localizada perto de
Tapachula, México.
A coisa que mais
tem me impressionado ao longo dos anos que temos levado pessoas
a Izapa para literalmente sentir Stela 5 e vê-la de primeira
mão, é real. Eu descobri que tanto mais eu entendo os símbolos
gravados na pedra, mais eu entendo a visão de Lei e o
significado da expiação de Cristo. Pode ser que a coisa mais
importante são os sentimentos pessoais a respeito de minha
própria jornada através da vida. Eu encontrei, como muitos
outros, que o maior desejo na vida é ter minha família
partilhando do fruto espiritual da árvore do evangelho. O nível
do meu entendimento daquela pedra num campo perto da fronteira
entre o México e a Guatemala tem tido um íntimo impacto
espiritual sobre a minha vida.
Há não muito tempo atrás eu tive o privilégio de acompanhar um
grupo de professores de religião da BYU através de algumas
partes da Mesoamérica. Em Izapa nossa discussão se centralizou
na análise espiritual de Stela 5. A principal questão pareceu
ser, quem deu a interpretação certa, Wells Jakeman ou Garth
Norman? Um membro de nosso grupo casualmente sugeriu que ambos
estariam certos. Vários outros rapidamente concordaram. Stela 5
não é somente a provável história de Leí e sua família em
associação com o partilhar do fruto da árvore da vida, mas
também representa a busca simbólica pela vida eterna por parte
de toda a humanidade. Em outras palavras, ela é um texto do tipo
dos do profeta Isaias. A história de Leí e sua família é um pano
de fundo para levar-nos a um significado mais profundo.
Enquanto eu
continuava a refletir na nossa discussão durante o resto do dia,
eu senti que meu entendimento havia aumentado não somente a
respeito da pedra, mas também por causa do simbolismo da Árvore
da Vida, ou da expiação.
Bem cedo na manhã
seguinte, eu acordei com as palavras do lamento de Néfi passando
através da minha mente quando ele disse:
Eis que minha alma
se deleita nas coisas do Senhor; e meu coração medita
continuamente nas coisas que vi e ouvi.
…meu coração
exclama: Oh! Que homem miserável sou! Sim, meu coração se
entristece por causa de minha carne...
Estou cercado por
causa das tentações e pecados que tão facilmente me envolvem!
[mas]
Meu Deus tem sido meu apoio...
Encheu-me com seu
amor…
Eis que ele ouviu
meu clamor durante o dia e deu-me conhecimento por meio de
visões durante a noite…
... e se o Senhor,
em sua condescendência para com os filhos dos homens, visitou os
homens con tanta misericórdia, por que, pois, deveria meu
coração chorar…?
Ó Senhor confiei
em ti e em ti confiarei sempre. (2 Nephi 4:16-34)
Nestes versículos,
eu senti que Néfi está nos falando de suas experiências enquanto
está seguindo pelo caminho da vida, enquanto segura na barra de
ferro, e enquanto está sujeito às tentações do demônio. Além
disso, eu senti que ele está nos dizendo como ele é levado para
a vida eterna partilhando do fruto da Árvore da Vida, através da
expiação de Cristo.
Eu refleti em
minha própria e pessoal caminhada através da história da Árore
da Vida. Essa é a mensagem como eu a vejo, do sonho de Leí e das
gravações na pedra localizada em um campo perto de Tapachula,
México, na “parte mais baixa da minha vinha”. (Jacob 5:13)
Norman resumiu sua
análise da Pedra da Àrvore da Vida da seguinte maneira: ele
propôs um diálogo entre a figura de Lei com a figura de Lemuel:
Como nossas mãos
estão abertas em súplica a Deus através desta oferta queimada,
como sacerdote eu faço essa oferenda em favor teu favor e em
assim fazendo, mostro o caminho para a vida eterna no celestial
paraíso de Tamoanchan. Através da observância de sagrados
estatutos na jornada da vida, poderás alcançar esta meta e
partilhar do fruto da Árvore da Vida que eu partilhei. A fumaça
do incenso sobe em direção ao céu diante da tua face, cegando
teus olhos como uma névoa de escuridão, mas ela pode elevar tuas
orações em direção ao céu através de tua fé interior retornando
em bênçãos de Deus sobre teu coração enquanto o orvalho do céu
[peixes molhados acima da cabeça]; e a água da vida e o fruto da
Árvore da Vida te serão dados a ti desde cima. (Norman 1976:329) |
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