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MÓRMONS NORTE-AMERICANOS VISITAM CUBA A presidência do Conselho de Igrejas de Cuba (CIC) recebeu, na semana passada, delegação da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias dos Estados Unidos. A igreja é conhecida mundialmente como mórmons. O propósito principal da viagem, explicou o chefe da delegação, Robert J. Whetten, é de reconhecimento e de manter conversações com diversas instâncias eclesiais e governamentais cubanas, a fim de poder atender as necessidades espirituais dos fiéis cubanos que acataram a fé mórmon em outros países. Os mórmons também visitaram grupo que estuda na Escola Latino-Americana de Medicina, em Havana. O presidente do CIC, Reinerio Arce Valentin, junto com outros coordenadores de diversas áreas, explicou aos visitantes o que faz o organismo ecumênico e quais os seus objetivos de trabalho, tanto no campo social como no interior das igrejas. O líder mórmon disse que a igreja que representa tem por objetivo ajudar as pessoas para que sejam melhores, vivam o Evangelho de Jesus Cristo, sejam melhores cidadãos, respeitadores das leis, e que valorizem a família como um importante núcleo social. "Somos uma igreja que cresceu muito, especialmente na América Latina, onde temos 4 milhões de membros", relatou. A visita, avaliou, foi excelente. "Os cubanos têm um espírito, uma abertura, um sentimento fraterno e a gente se sente em casa. Não existem barreiras de pessoas. Cuba tem um povo que Deus ama. Alegra-nos ver a presença de Cristo aqui e a conversão aos grandes princípios do Evangelho de Jesus Cristo", afirmou Whetten. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foi criada em 1832 por Joseph Smith, quando, segundo seu fundador, apareceu-lhe o anjo Moroni, revelando-lhe a verdadeira história de Deus. Os mórmons apoiam e praticam a tolerância religiosa. Sustentam que todas as religiões contêm elementos de verdade. Entendem, contudo, que só eles têm verdadeira autoridade e total consentimento divino, assim que a consideram "a única verdadeira igreja viva sobre a face da Terra". Sua doutrina desenvolve-se a partir de quatro livros básicos: a Bíblia, o Livro do Mórmon, a Doutrina e Assembléias, que reúne 135 revelações e outros informes, editados quase todos por Joseph Smith durante a década de 1830 e inícios de 1840; e a Pérola de Grande Valor, de 1842, uma recopilação de trabalhos. As verdades que esses textos enunciam podem ser reinterpretadas pelos líderes religiosos, que, dizem, estão sujeitos a receber revelações adicionais e ser sujeitos de inspiração divina. O Livro do Mórmon, publicado pela primeira vez em Palmyra, Nova Iorque, pelo fundador da igreja, parte de seu testemunho, que expressa a descoberta de uma inspiração, escrita em placas douradas numa colina próxima à casa dele, e que traduziu ao inglês, com ajuda divina. Depois as placas desapareceram. Segundo a versão de Smith, foram transportadas por um anjo, pois estavam traduzidas. Pelo menos 11 pessoas garantiram que viram e examinaram as placas. A edição de 1830, que contava com um total de 590 páginas, foi revisada e corrigida mais tarde por Smith. Posteriormente, o livro se dividiu em capítulos e versos, chegando a ser publicado em 38 idiomas, além do inglês. Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação José Aurelio Paz, HAVANA, Cuba, Setembro 22, 2003 |
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